Amor|Comportamento|Relacionamento

RELACIONAMENTO ABUSIVO:
você sabe se está em um?

Relacionamento abusivo

Muita gente acha que relacionamento abusivo é somente aquele em que há xingamentos, violência física, ciúme excessivo. Você já pensou sobre aquele em que o abuso é mais velado, escondido? Tem gente que é malignamente inteligente ao ponto de abusar de outros e basicamente não deixar muitos rastros. Veja se você reconhece algumas dessas situações:

Xingamentos? Não exatamente…

Sabe aquela pessoa que ao invés de xingar com palavrões diz que você é hipócrita só porque mudou de opinião? Pois é! É a mesma que subestima sua capacidade em quaisquer sentidos. Também aquela que diz o quanto você precisa aprender pra chegar ao nível dela e muito mais. Chega a um ponto de fazer você se sentir tão pra baixo, que ameaça gravemente a sua autoestima e tira o brilho da sua espontaneidade.

Eu te amo, mas prefiro sair com os meus amigos

O título é bem autoexplicativo, mas esses espertinhos jamais irão dizer isso, pois trará a culpa que eles não querem ter. Por isso explico: basicamente você tenta marcar programas para fazerem juntos, ou até mesmo em grupo, mas seus planos são todos postos abaixo com um “não quero marcar nada agora, vamos ver o que acontece até o fim da semana”. Essa é uma maneira covarde de dizer que não há compromisso com o relacionamento e, às vezes, respeito por você.

Isso ocorre de tantas maneiras que me custa falar só algumas: quando o sábado jamais será o dia do casal, quando ele (a) manda você embora depois do sexo porque receberá visitas e vai ser a noite dos caras (ou das garotas), quando a sua presença só é importante na ausência da galera…

Claro que os amigos são fundamentais na vida de alguém e jamais devemos sumir porque estamos namorando/casando. Muito pelo contrário. Mas penso a (o) parceira (o) também é uma amiga(o), então por que não somar ao invés de dividir e objetificar uma pessoa ao ponto de tê-la somente para sexo ou para ir a um restaurante e ficar no Instagram?

Mulher/Homem é tudo igual

Já se sentiu incluída (o) em generalizações pobres que a (o) reduzem a um gênero? “Toda mulher dirige mal”, “Toda mulher é fofoqueira”, “Homem é tudo igual, tudo traíra”, “Homem não sabe fazer nada em casa”  são falácias que provavelmente vêm de muita ignorância e/ou da falta de sensibilidade em perceber a complexidade de cada mundo que existe dentro de um ser humano.

Ou mesmo pode ser uma maneira de rebaixar você usando expressões que a maioria das pessoas usa numa “normose” doentia de conceitos ultrapassados e errados. Fique de olho!

Eu posso tudo, já você…

Você é uma pessoa normal, às vezes pode sentir ciúme, desconfiança, mas você se controla e dá a liberdade que o seu (ua) parceiro (a) precisa: ele (a) sai com amigos e amigas, se diverte e às vezes até viaja sem você. Num ato de amor, você concorda em deixar o outro ser quem ele é.

Então, pensando que para você deve ser assim também, sai com um amigo do sexo oposto para tomar um café e conversar. Só que quando chega em casa o circo está armado e a briga será enorme!

Quando você o (a) questiona e coloca a situação oposta para fazê-lo (a) entender, sempre escuta um “Ah! Mas é diferente!” com milhares de argumentos toscos para explicar o inexplicável. Ninguém merece!

Você é muito ciumenta (o)!

Vocês estão em um bar com amigos, se divertindo e, de repente, aparece aquela pessoa que claramente dá em cima do(a) seu(ua) parceiro(a). Seu(ua) companheiro(a) vê a(o) cidadã(ão), “coincidentemente” vai pegar uma bebida bem ao lado daquela criatura e ainda bate um papo com ela.

Ou mesmo você (e a torcida do flamengo) está percebendo que aquela (e) amiga (o) joga chame para o(a) seu(ua) companheiro(a) e ele(a) parece estar gostando.

E então, quando em uma dessas situações plausíveis você reclama, recebe um “Você está ficando louca (o)!” ou “Que culpa eu tenho se ela (e) dá em cima de mim?”  ou “Se você continuar assim eu vou acabar e acho difícil outro (a) querer, hein?!”, até mesmo um “Eu nem percebi nada!”.

O sofrimento da (o) parceira (o) é problema dela (e)

Cada um precisa correr atrás das próprias coisas, disso ninguém discorda. Mas quando estamos com alguém, uma das grandes vantagens é compartilhar e receber/dar ajuda.

Agora imagina você precisando de um apoio com questões psicológicas e só receber silêncio, ou mesmo em cima da cama com aquela gripe horrorosa e o ser humano mal chega perto de você?! Talvez alguém ache que isso é somente o jeito do outro, mas aí está outra “red flag“.

Repense

Se você passa por algumas dessas situações, ou mesmo todas elas, sugiro que repense em se manter ou não nesse relacionamento abusivo. Eu sei que você talvez não possa se imaginar sem esta criatura do pântano em sua vida, que provavelmente seja difícil terminar, porque afinal, relacionamentos abusivos são comprovadamente mais complicados de se livrar. Mas acredite, colega, o prazer de se livrar de gente ruim compensa o sofrimento inicial.

Acredite nesta afirmativa: nada, mas NADA MESMO, paga a sua paz de espírito.

Aguenta firme, chora o que tem que chorar, se dê um tempo pra sofrer, escuta New Rules da Dua Lipa e, o principal, evita remembers: em alguns meses você estará nova (o) em folha e livre para estar com alguém que realmente valha a pena.